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Em quantas línguas uma canção pode ser saboreada? Compreender uma canção é prová-la com a língua, com os ouvidos, com o corpo inteiro. Onde estão as fronteiras de uma canção, de um ritmo, de uma música?

BLEU, primeiro álbum do duo, nasce da saudade do azul do céu brasileiro e da canção Azul, de Djavan. O álbum reúne sete faixas que atravessam a música brasileira para além dos clichês do samba e da bossa nova, passando por compositores como Gilberto Gil, Chico César e Marcelo Segreto.

Os arranjos são originais e combinam voz, percussão, contrabaixo, baixo elétrico e pedais de efeitos para criar texturas e camadas sonoras. O projeto conta ainda com participações de Rebecca Roger Cruz, Lívia Nestrovski, André Bordinhon e Daniel Muller, artistas que inspiram a trajetória do duo.

O repertório é estruturado a partir de um texto escrito por Carlos Canhameiro, que também assina a direção cênica, conferindo ao show uma dimensão teatral. Os artistas buscam compartilhar com o público um Brasil mais profundo e complexo, apresentando um espetáculo leve e cênico que rompe com os estereótipos e as expectativas tradicionais em torno da música brasileira. 

 

Nos últimos anos, tiveram a oportunidade de se apresentar em festivais e casas de espetáculo como o Festival Brasil de la Musique, no Crescent Jazz Festival, no Jazz Club de Grenoble, no Hot Club de Lyon, no Château du Rozier, no Voiron Jazz Festival na Fête de la Musique de Saint-Étienne. Também abriram o show dos artistas André Minvielle & Lionel Suarez, no do Rhino Jazz(s) Festival, e de João Selva, no Marché Gare.

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