Café da Tarde

Não é à toa que a maior parte do que se produziu em música popular brasileira no último século teve como base instrumental voz e violão. É um formato reduzido sem ser limitante, bastante singelo, porém de uma impactante força rítmico-melódica. Esse é o conceito que define também Café da Tarde, projeto musical que une a cantora e atriz Paula Mirhan ao cantor, violonista e compositor Demetrius Lulo. A ideia surgiu em 2011, ao serem convidados para integrar a programação do Festival de Música de Saint Martin de Valamas, vilarejo no sul da França. Após um trabalho intenso de pesquisa de repertório e ensaios para o show, a dupla produziu e gravou o CD Café da Tarde, com algumas das músicas selecionadas para o projeto. Todas as canções são assinadas por compositores da atual cena musical paulistana, como Tó Brandileone, Danilo Moraes, Giana Viscardi, Fábio Barros, Wagner Barbosa, Dante Ozzetti, Celso Viáfora, além do prórpio Demetrius Lulo que também assina a direção musical e todos os arranjos do disco. Já na Europa, contando com o trabalho dos produtores locais do festival e através de sua própria iniciativa, Paula Mirhan e Demetrius Lulo transformaram o que era para ser um único espetáculo em uma turnê de 24 shows, realizados em Portugal e na França. Entre julho e agosto de 2011, o show Café da Tarde foi apresentado em cidades como Paris, Porto, Coimbra, Lyon e Courchevel, além dos vilarejos de Pizay, Beynost, Chazey-sur-ain, Thévoux, Lê Cheylard, Limis e Saint Martin de Valamas. Para o lançamento do CD no Brasil, em 2012, o show Café da Tarde foi totalmente repensado. Com direção e roteiro do dramaturgo, compositor e cantor Vinicius Calderoni o show Café da Tarde ganhou novas dimensões mesclando elementos teatrais e visuais à apresentação musical. O novo roteiro conferiu unidade cênica ao espetáculo e deu, a cada canção, um importante papel dramatúrgico, que conduz o público por suas temáticas e pretende criar maior interesse pelo ineditismo do repertório. Com o uso de pedais de repetição, imitações vocais de outros instrumentos musicais e muita criatividade, os arranjos de Demetrius Lulo também são claramente concebidos de maneira que estabelecem um diálogo direto com os assuntos das canções, complementando a sonoridade da enxuta formação “vozes e violão” e convidando ainda mais o público a acompanhar cada história cantada. Café da Tarde fez temporadas na cidade de São Paulo no Tom Jazz, Casa de Francisca, Sala Crisantempo, Teatro CIT Ecum; no interior de São Paulo através da circulação musical do SESI-SP nas cidades de Marília, Rio Claro, Araraquara, Campinas, Sesi Vila das Mercês e AE Carvalho, ambas grande SP; e no Rio de Janeiro para o projeto Paulicéia Carioca, no Teatro Café Pequeno.

Em outubro de 2017 os artistas se apresentam no Teatro de Conteiner Mungunzá e se preparam para novas apresentações na cidade de São Paulo.

 

 Ficha Técnica

Voz, caxixis e tamborim: Paula Mirhan

Voz, violão e loopers: Demétrius Lulo

Iluminação: Cauê Gouveia

Direção: Vinicius Calderoni e Café da Tarde

foto de divulgação
foto de divulgação

créditos: Dani Gurgel

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Bala Perdida
Bala Perdida

Cantando Bala Perdida(Vinicius Castro) no show de estréia no Tom Jazz. créditos: Dani Gurgel

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Café da Tarde em Araraquara
Café da Tarde em Araraquara

Circulação do show através do SESI pelo interior de SP.

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foto de divulgação
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créditos: Dani Gurgel

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